Nos tempos atuais a educação ambiental é uma questão existencial e vital a todos os seres humanos. A educação ambiental compreende não somente uma mudança na valorização dos bens naturais, como também da melhor utilização destes bens naturais.

A posição de muitos pesquisadores ambientalistas, é a de que os seres humanos devem adotar posturas menos egoístas, para que assim possamos caminhar ao lado da natureza de forma a preservá-la e não somente ao lado de nossos interesses.

A mudança da postura humana só é possível com a educação ambiental, com a qual nós seres humanos poderemos ter uma visão mais realista e privilegiada dos interesses da sociedade, dos Estados em relação a natureza, ao meio ambiente e assim possamos questioná-las e contribuirmos de maneira efetiva na melhoria das mesmas, bem como aprimorá-las, transformar os valores ambientais nela existentes, fazendo-as assumirem a importação da proteção, da melhor utilização do meio ambiente e do seu uso racional.

Para conscientizarmos sobre a importância do ambientalismo nas escolas públicas, devemos educar para ações voltadas nessa área, na qual haja uma autêntica revolução da sensibilidade e percepção da importância da natureza e questões voltadas para o meio ambiente. Tratando de criar progressivamente nos educandos uma nova consciência ambiental e construir valores, no qual se desenvolva e aperfeiçoe atitudes de cidadania e ações que possibilitem o avanço de uma cultura comprometida com a solidariedade e cidadania.

É indispensável uma educação ambiental desde a formação inicial nas escolas, onde seja repassada uma filosofia embasada em uma perspectiva ética e solidária. Seria como uma atividade ligada ao cotidiano das pessoas, que ofereça às crianças, adolescentes e adultos, uma possibilidade imensa de constituir um recurso adequado para que elas tornem-se pessoas com uma criticidade mais aguçada e possam refletir sobre as suas ações no cotidiano, ao mesmo tempo, poderá ajudá-las a desenvolver disposições afetivas e intelectuais que as auxiliem a percorrer este caminho metódico de sua realidade social.

LEI DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Os cientistas ecológicos concordam que é fundamental a sociedade impor regras ao crescimento, como também à exploração e à distribuição dos recursos, de forma que garanta condições favoráveis da vida no planeta. Nas documentações assinadas pela grande maioria dos países mundialmente, incluindo-se o Brasil, enfoca-se a garantia ao acesso de todos aos bens econômicos e culturais que sejam necessários ao seu desenvolvimento pessoal e a uma boa qualidade de vida, todos embasados em Leis da educação Ambiental nos conceitos de desenvolvimento e sociedades sustentáveis.

A Lei da Educação Ambiental foi definida pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento como o “desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Muitos consideram essa ideia ambígua, permitindo interpretações contraditórias. Porque desenvolvimento pode ser entendido como crescimento ,e crescimento sustentável e uma contradição: nenhum elemento físico pode crescer indefinidamente.

Nas propostas apresentadas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ( PNUMA), emprega-se o termo desenvolvimento sustentável significando “melhorar a qualidade da vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas”. Isso implica o uso sustentável dos recursos renováveis de forma adequada e em quantidades compatíveis com sua capacidade de renovação. (BARBIERI, 2000, p. 114)

PROJETO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Projeto na educação ambiental pode ser embasado na Agenda 21 Global, onde todos os países que assinaram o acordo assumiram o compromisso de elaborar e implementar sua própria Agenda 21 Nacional. (Agenda 21, 2000, p. 45)

A Agenda 21 Nacional fundamentalmente deve adaptar-se à conjuntura de cada país, respeitando as diferenças sócio-econômico-ambientais, isso, de acordo com os princípios e acordos promovidos pela Agenda 21 Global.

No contexto brasileiro, a Agenda 21 tem por objetivo instituir um modelo de desenvolvimento sustentável embasado na avaliação das potencialidades e vulnerabilidades do país, é importante determinar estratégias e linhas de ação cooperadas com a sociedade civil organizada e o setor público.

REFERÊNCIAS

AGENDA 21 – Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento- 1992 – Rio de Janeiro. Brasília: Senado Federal, 1996.

AGENDA 21 Brasileira – Bases para discussão/por Washington Novaes e outros. Brasília: MMA/PNUD, 2000.

BARBIERI, José Carlos. Desenvolvimento e meio ambiente. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 1992.

SACHS, Ignacy. Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável. 3ª edição. Rio de Janeiro: Ed. Garamond, 2008.

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