O conceito e a prática da inclusão vêm sendo muito discutida, ao longo destes anos. A evolução das ideias relativas a esta temática coloca inúmeras questões aos educadores, especialistas e a todos que se interessam por este estudo, visto que a inclusão deve ser levada a sério, pois, tem a finalidade da inserção de pessoas com necessidades especiais na rede regular de ensino.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Conforme Cavalcante (2000, P. 35), a inclusão fundamenta-se e baseia-se na declaração dos direitos humanos e na cidadania que promove a inserção do indivíduo portador de necessidades especiais na sociedade.

Já na concepção de Marques (2000), integrar caracteriza-se em abrir as portas da participação social a todos os indivíduos, seja na esfera educacional regular, ou mesmo no mercado de trabalho, incluindo as atividades de lazer, aspectos culturais, políticos, ou seja, realmente buscar promover a integração em todos os setores da vida social.

INCLUSÃO SOCIAL

A prática da INCLUSÃO propõe uma nova forma de interação e inclusão social, no qual há uma revolução de valores e atitudes que acabam exigindo mudanças na estrutura da sociedade e da própria educação como um todo. As escolas inclusivas em suma, propõe uma nova constituição do sistema educacional, o qual considera a necessidade de todos os alunos e estrutura-se em prol dessas necessidades.

Não se trata somente de criar uma estrutura especial para o atendimento de quaisquer educandos, mas sim, de realizá-lo na estrutura educacional já existente, seja eficiente e com qualidade, para atender a todos nos seus diferentes níveis e segmentos de ensino.

INCLUSÃO ESCOLAR

Para que se verifique a consistência de práticas inclusivas na escola e o que realmente propõe a prática inclusiva, segundo Sassaki, devem ser analisados para maior consciência da mesma. São os seguintes:

Faixa etária: Os alunos deficientes deveriam permanecer em classes com indivíduos de sua mesma faixa etária. Isso possibilitaria a oportunidade de aprenderem uns com os outros, tanto a respeito de semelhanças quanto sobre as diferenças existentes entre eles.

Escola da vizinhança: É importante que a escola a ser freqüentada localize-se na vizinhança da criança deficiente, a não ser que o motivo de escolha tenha a ver com motivos particulares dos responsáveis por aquela criança.

Professor ensina a todos: Na prática inclusiva, é dado ao professor a responsabilidade de ensinar tanto aos alunos deficientes quanto aos não deficientes. Há também um cuidado importante, que é o de fazer com que a criança deficiente seja sempre um membro integrado e valorizado na sala de aula.

Currículo adequadamente adaptado: Os alunos com deficiência devem ser ensinados da mesma forma que os demais colegas. No entanto, alguns materiais precisam ser adaptados, mas somente até o nível necessário para satisfazer as necessidades de aprendizagem de qualquer aluno.

Inclusão do aluno na vida social da escola: Os alunos deficientes também devem participar da vida social da escola, assim como seus demais colegas. Quanto mais presentes estiverem esses componentes, maiores serão as chances de que a escola incluirá crianças e jovens portadores de deficiência (SASSAKI, 1998, p. 90)

REFERÊNCIAS

BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Ensino Básico. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na educação básica. Brasília, 2001.

CAVALCANTE, R.S.C. A inclusão do aluno com necessidades educacionais especiais na sala de aula do ensino regular: o papel do professor. Temas sobre Desenvolvimento, v. 9, n. 52, p. 31-5, 2000.

MARQUES, L.P. Educação infantil inclusiva: um desafio possível. Temas sobre Desenvolvimento, v. 8, n. 48, p. 30-7, 2000.

SASSAKI, R.K. Lista de checagem sobre as práticas inclusivas na sua escola. . Disponível Online: http://www.inclusao.com.br.Acessado em 20.05.2015.

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