A gestão educacional no Brasil convive atualmente com as transformações gradativas, mas impactantes, impulsionada por uma grande quantidade de leis e outras normatizações advindas da esfera federal, estadual e municipal.

Assim, a gestão das instituições educacionais requer sempre mais do que simples mudanças nas estruturas organizacionais ou legislativas, apesar de considerarmos que este sempre seja o princípio para mudanças de bases; requer quebras de paradigmas, ou seja, de fundamentação da educação.

Cabe salientar que tais mudanças são um reflexo direto das pressões sociais, em que as instituições escolares são convocadas a atender, como também os anseios de todos quanto à preparação das futuras gerações.

Assim sendo, a política educacional é muito mais que um conjunto de metas e planos setoriais ou de programas de Governo, pois faz-se presente e atua na subjetividade humana, na maioria, na visão de cada um sobre o mundo, a sociedade, a escola. Não basta, no entanto, somente definir as políticas educacionais, e sim, evidenciar a sua ação sobre o processo de organização do trabalho educacional, ou em delimitar a forma que os atores vão adquirir o conhecimento necessário para a sua implementação, considerando-se que pensar em política educacional é também pensar nos seres humanos de hoje e do futuro, enfocando principalmente os aspectos sociais, cívicos e individuais. (MARTINS, 1999, p. 12)

– Sistema

TIPOS:

Democrática

A institucionalização da democracia escolar, está relacionado com o aprimoramento da eficiência da educação pública no cenário brasileiro, vem sendo uma força que acaba estimulando o processo de mudanças que ocorre na forma de gerir escolas no contexto brasileiro. Sendo que a participação da comunidade escolar é fundamental nesse cenário, incluindo professores, alunos, funcionários e diretor, todo esse conjunto de esforços promovendo o afastamento e distanciamento das tradições corporativas e clientelistas, que são extremamente prejudiciais à melhoria do ensino, por terem como finalidade atender a interesses pessoais e individuais de alguns grupos.

No contexto brasileiro na década de 1980 houve o movimento em favor da descentralização, como também da democratização da gestão das escolas públicas, amparado legalmente nas reformas legislativas vigentes no período.

Este movimento concentrou-se em três vertentes norteadoras da gestão escolar:

A) participação da comunidade escolar na seleção dos diretores da escola;
B) criação de um colégio/conselho escolar que tenha tanto autoridade deliberativa quanto poder decisório;
C) repasse de recursos financeiros às escolas e conseqüentemente aumento de sua autonomia. (DAVIS, 2002, p. 45)

Participativa

A Gestão Participativa caracteriza-se como uma forma regular e significante de envolver os funcionários de uma organização educacional no seu processo decisório. Em estruturas educacionais democraticamente administradas por Gestores que atuam nessa linha, todos são envolvidos no estabelecimento de objetivos, como também na solução de problemas, e principalmente na tomada de decisões. A conceituação da Gestão participativa envolve, toda a comunidade, professores, pais, alunos, todos os envolvidos que estejam interessados na melhoria do processo pedagógico educacional.

O entendimento do conceito de gestão já pressupõe, em si, a ideia de participação, isto é, do trabalho associado de pessoas analisando situações, decidindo sobre seu encaminhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isto porque o êxito de uma organização depende da ação construtiva de seus componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria um “todo” orientado por uma vontade coletiva (LUCK, 1996, p. 34).

REFERÊNCIAS

DAVIS, Claudia, et alli. In: VIEIRA, Sofia Lerche (Org.). Gestão da Escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

FERREIRA, N. (org.). Gestão democrática da educação: atuais tendências, novos desafios. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.

LUCK, Heloísa. Perspectivas da Gestão Escolar e Implicações quanto a Formação de seus Gestores. In: Em Aberto, Brasília, v. 17, n 72, fevereiro-junho 2000.

LÜCK, Heloísa. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 1998.

MARTINS, José do Prado. Administração escolar: uma abordagem crítica do processo administrativo em educação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

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